A dor no dia a dia dos portugueses

A dor faz parte da vida de muitos portugueses – cerca de 96 por cento da população já sentiu alguma vez na vida dor física, especialmente nas costas, nas articulações ou dores músculo-esqueléticas. Dores que afetam a sua vida pessoal e profissional.

Em termos pessoais, a dor pode provocar um forte impacto físico e emocional, uma vez que pode afetar diretamente a qualidade de vida do indivíduo. Ansiedade, sedentarismo ou apatia são algumas das consequências que a dor pode gerar no ser humano.

Por vezes, não é só o portador de dor crónica que sofre o impacto pessoal das dores que sente. Também a sua família e amigos podem ser afetados, ainda que de forma indireta. A dor pode inibir a saída com amigos, a participação nas atividades familiares e até mesmo a paciência com as crianças da família.

Por outro lado, a vida profissional de quem sofre de dor também pode vir a ser afetada. Absentismo ou atraso na progressão de carreira são algumas das consequências que a dor pode gerar.

Homens versus mulheres

A dor é comum a homens e mulheres – no entanto, é comum a existência de queixas diferentes entre os dois géneros, bem como perceções diferentes em relação à dor.

  • As mulheres têm tendência a sofrer mais regularmente de dores nas costas do que os homens (52 por cento vs. 35 por cento).
  • São as mulheres quem mais considera que a dor tem impacto na sua qualidade de vida, podendo implicar a adaptação de algumas das suas rotinas diárias ou até mesmo o seu total abandono.

O preço da dor

A dor pode ter um impacto económico elevado para a economia nacional e para a economia familiar.

  • Nos últimos 12 meses, a dor física custou à economia portuguesa cerca de 381 milhões de euros.

  • Ao nível pessoal, os jovens entre os 18 e os 34 anos acreditam que a dor crónica atrasa a progressão da sua carreira, e assim a aferição de rendimentos inferiores.

Diagnóstico e tratamento

Quanto ao diagnóstico, mais de 3 em 10 portugueses revelam que a dor foi diagnosticada por um médico. Os jovens demonstram ser o público que mais tende a autodiagnosticar a sua dor.

No que diz respeito ao tratamento, os portugueses afetados pela dor corporal recorrem maioritariamente a medicamentos prescritos pelo médico (4.1 em cada 10 ocasiões), enquanto a dor de cabeça é tratada através de medicamentos não sujeitos a receita médica (5.2 em cada 10 ocasiões).

A adoção de estilos de vida mais saudáveis, pautados pela prática de atividade física e pela escolha de uma alimentação saudável e diversificada, deve fazer parte de todos os que sofrem de dor crónica.