Vila Nova de Gaia, 11/06/2017 - Decorreu esta manhã a 3º Corrida Corrida Portugal Sem Dor, que contou com prova de 10 Km de corrida e uma caminhada de 5 Km, com partida e chegada no Largo dos Tanques, na Afurada. Hortense Tenda (Fábio Poço/Global Imagens)

Mais de mil inscritos na corrida “Portugal Sem Dor”

A terceira edição da corrida promovida pela Voltaren, “Portugal sem Dor”, realizada em Vila Nova de Gaia, no passado domingo dia 11, alcançou cerca de 1200 inscrições. Com vontade de ser exemplo, não se limitando a patrocinar, o Grupo GSK (detentor da Voltaren) teve colaboradores em ação – 24 na corrida e 37 na caminhada de quatro quilómetros –, surpreendendo por já ter quem ficasse perto do pódio. Foi o caso de Olesea Rotaru, quinta na prova feminina.

O objetivo era o divertimento, mas cidade anfitriã da corrida, Gaia, acabou por ter um pódio com atletas de alguns dos principais clubes nortenhos. Sem a presença dos habituais profissionais e disputada num ritmo descontraído, a corrida pelo movimento “Portugal Sem Dor”, patrocinada pela GSK e Voltaren, apoiada por O Jogo e JN, com montagem da Full Sport, teve como vencedores Luís Mendes e Cátia Costa, do Maia Atlético Clube.

Os corredores dos maiatos alinharam com perspetivas diferentes, mas acabaram por vencer ambos. “Vinha com o objetivo de ganhar e felizmente consegui. Foi a primeira vez que corri esta prova, mas já conhecia o percurso, sabia onde atacar”, contou Mendes, que concluiu os 10 quilómetros em 30m04s, à frente de Vítor Barbosa (Dramático da Retorta) e Pedro Ferreira (ACD S. João da Serra). Já para Cátia Costa, este triunfo foi uma surpresa, numa altura em que está mais vocacionada para a pista. “Não estava à espera. Vinha apenas com os meus colegas e com o objetivo de fazer mais um treino”, afirmou a vencedora. Cátia Costa ainda juntou a vitória ao prémio do quilómetro mais rápido (3m38s). Nos homens, essa distinção foi para Nuno Azevedo (Liberdade FC) com o registo de 2m16s.

Um novo percurso que agradou a todos
Se no ano passado a Corrida pelo Movimento se realizou quase na totalidade pela margem do Rio Douro, ligando o Cais de Gaia à Afurada, este ano o arranque deu-se precisamente em São Pedro da Afurada, com metade do percurso ao lado mar, com a praia de Canide a servir de ponto de retorno. O percurso tornou-se mais exigente com a alteração, mas agradou. “Foi uma mudança bem aceite e cumpriu as expectativas”, comentou Carlos Pereira.

Há margem de crescimento
Não faltaram ingredientes para que a terceira edição da prova repetisse o sucesso do ano anterior. Com o bom tempo a ajudar e uma paisagem deslumbrante, o número de inscritos voltou a ultrapassar a fasquia dos mil inscritos, dos quais muitos eram famílias inteiras ou grupos de amigos. A marginal de Gaia ficou colorida, havendo ainda música ao vivo no local que servia de partida e chegada. Numa manhã para recordar, existiu ainda uma componente solidária – o contributo dos participantes resultou numa doação à Cerci de Gaia.

Por isso, no final, o balanço era positivo e já se apontava à quarta edição. “A corrida tem melhorado de ano para ano, tem crescido sempre. É um espaço onde se celebra a alegria do movimento, que é o que queremos”, referiu o gestor de produto da Voltaren, Pedro Henriques, enquanto Carlos Pereira, da Full Sport, sublinhou que “em pouco tempo o evento reuniu um número interessante de participantes”. “Esta corrida tem muito potencial e pode ter, dentro de dois ou três anos, quatro ou cinco mil pessoas. Vejo que há perspetivas de crescimento”, concluiu.