Dor custou à economia portuguesa 381 milhões de euros

Em Portugal, nos últimos 12 meses, os trabalhadores perderam em média 1.4 dias de trabalho devido a dores no corpo, o que custou à economia cerca de 381 milhões de euros. Esta é uma das conclusões do  “Estudo Global sobre o impacto da dor em Portugal” (Global Pain Index), que demonstra que este fenómeno impacta a produtividade no trabalho e assim, influencia negativamente a economia do país.

Apresentado no passado dia 6 de junho, no Auditório GSK, o estudo foi debatido numa conferência que reuniu algumas das principais autoridades e organizações portuguesas ligadas à saúde. Promovido pela GSK, o “Global Pain Index” permitiu apurar o impacto da dor em 32 países, onde se inclui Portugal.

O estudo revela que 96 por dos portugueses sofre de dor corporal e que 80 por cento já sofreu de dor de cabeça. A presença deste problema na vida quotidiana dos portugueses tem consequências diretas no seu estado físico, psicológico e emocional. Deste modo, verifica-se também que a dor prejudica as relações sociais e familiares dos portugueses, que sentem-se menos disponíveis para interagir e participar em atividades familiares.

Como forma de minimizar o impacto da dor, Vera Grilo, Manager Marketing da GSK, defende “o desenvolvimento de um conjunto de ações que promovam o aumento da notoriedade sobre as abordagens terapêuticas disponíveis no tratamento da dor, bem como a criação de espaços de debate sobre a necessidade de garantir a qualidade ao acesso aos medicamentos.”

A dor não deve ser um aspeto desvalorizado na nossa sociedade. Os portugueses afetados pela dor veem a sua qualidade de vida impactada e é, por isso, importante que se desperte a consciência da sociedade civil para as suas consequências económicas e sociais.